Do que tenho apurado e conversado com alguns colegas da área de vinhos, a grande maioria está ainda em vindima, embora quase todos na recta final, embora haja excepções e uns poucos podem celebrar a adiafa.
Sem demagogias, é um ano atípico!
Os atrasos no estado de maturação, juntamente com o escaldão sentido em Agosto e agora com os princípios de chuva, fazem com que seja uma campanha vitivinícola particular. Ainda é cedo para fazer balanços finais e falar em quantidades e qualidade, há que deixar todos finalizar e depois então fazer uma avaliação.
Das uvas afectadas pelo escaldão, de nada rezará a história, ainda ontem falava com um viticultor do Cartaxo, que muito sentido e desgostoso, me mostrava as fotografias da sua vinha de 2 hectares, da qual não apanhou um único bago, um cenário desolador do qual não se espreme um litro de vinho, só lágrimas e desconsolo.
Das uvas que sobreviveram, já ouvi várias versões, uns sem quebras significativas e outros até surpreendidos, cujos rendimentos são superiores à última campanha, isto é, maior produção de uvas na mesma área plantada.
O que até pode sugerir que caso não tivesse ocorrido a intempérie do escaldão, seria um ano de muita produção.
Estes testemunhos, levam-me a crer que nada é por acaso, há talvez uma entidade reguladora na própria Natureza que tira com uma mão e dá com a outra!
Alguns aspectos a apontar, nas últimas 2 a 3 semanas, houve uma subida significativa de grau em alguns terroirs, tipos de solo e ambiente, aí sentiu-se alguma desidratação dos cachos, isso influencia naturalmente o rendimento líquido, faz com que seja menor, mas desde que a fitossanidade esteja garantida e não haja podridão, tudo se resolve facilmente.
No entanto se São Pedro decidir dar largas à sua imaginação e passe das ameaças de borrifos, para águas mais intensas, então o problema de integridade sanitária dos cachos pode começar a ficar comprometida.
Começo realmente a acreditar que nada sucede por acaso e compete ao ser humano aceitar e contornar sabiamente as condições meteorológicas, com a certeza absoluta de que não existem receitas a aplicar e que cada vindima, é uma vindima! E se este ano tudo nos parece mais tarde, temos de relembrar o antigo provérbio, “Pelo São Martinho vai à adega e prova o vinho.”, eu interpreto que fosse nesta altura, a 11 de Novembro, que as adegas estariam então aptas a dar a provar os novos vinhos.
Por isso não há que desanimar, até ao lavar dos cesto é vindima.
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