Uma mentira, por mais que se proclame e repita, não passa a ser verdade. Uma das mais frequentes e destruidoras é esta: Tenho direito a ser feliz! E esta mentira instala-se na cabeça de imensa gente a ponto de justificar tanto abandono e sofrimento, tanto ato egoísta. Tudo por um prazer, quase sempre efémero, tornado...
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Categoria: Onde há crise, há esperança
Onde há crise, há esperança: 23 de abril de 2021
Era uma vez um homem chamado Zaqueu. Ele queria encontrar-se com a liberdade, mas não conseguiu, pela sua pequena estatura e por causa da multidão. Por dentro tinha muitos apegos e amarras e por fora era fortemente influenciado pela pressão social, pela opinião dos outros, pelas múltiplas ofertas de felicidade que o deixavam perplexo. Um...
Onde há crise, há esperança: 22 de abril de 2021
Entre o apetecer e o querer vemos bem a diferença! Por vezes não apetece mas a razão bem formada diz-nos que é o que está certo e então a vontade quer. Também há quem faça porque tem de ser, por idealismo ou medo, e esses são os voluntaristas. Mas, coisa estranha, há ainda os que...
Onde há crise, há esperança: 21 de abril de 2021
Ninguém dá o que não tem, é claro! Mas também é verdade que só tem quem dá. Quanto mais dou de mim, mais recebo! São planos diferentes, é certo. Quando dou coisas materiais, perco-as. Quando comunico os bens espirituais e culturais, eles crescem. Assim, se dou o meu saber, fico mais sábio. Mas quem se...
Onde há crise, há esperança: 20 de abril de 2021
O Evangelho tem frases tão provocatórias que por vezes até parecem engano. Esta, por exemplo: “Ao que tem dar-se-á e ao que não tem até o que tem lhe será tirado.” Parece não só contraditório como injusto. Mas não, no Evangelho “ter” não significa posse de coisas, mas de amor, esse “ter” significa ter abertura,...
Onde há crise, há esperança: 19 de abril de 2021
Alguém disse, e muito bem, que a agressividade é a ternura mal canalizada. Todos temos um potencial enorme de bondade, de ternura e de harmonia, mas tão mal canalizado que às vezes nos tornamos agressivos. Em nome da afirmação, de marcar pontos, pensamos: “Não posso compreender ou aceitar o outro porque isso é sinal de...
Onde há crise, há esperança: 18 de abril de 2021
Fomos todos educados na perspetiva de que os sentimentos são para dominar, para controlar. Mas os sentimentos não são bons nem maus, moralmente falando; são sinais reveladores do que se passa em nós, são reações, respostas a estímulos. E por isso o que importa é aprender a expressar e a canalizar corretamente esses sentimentos, essas...
Onde há crise, há esperança: 17 de abril de 2021
Vivemos num mundo interesseiro, onde até o amor é cobrado. Diz-se: “Tu tens obrigação de fazer isto, eu dei-te aquilo.” Ora o amor é gratuito, não gera dívidas nem obrigações legalísticas. Aquele que o recebe, se é bem formado e livre, experimenta no seu interior o sentido do agradecimento e da retribuição, mas nunca por...
Onde há crise, há esperança: 16 de abril de 2021
Possuir para fazer meu o outro é fazer dele uma coisa, e tratar o outro como coisa é agredir. Contrapõe-se a isto a descoberta da ternura, que não é nenhuma pieguice nas relações, é a capacidade de uma relação harmónica. Esta manifesta-se por gestos de respeito, que são libertadores, muito próximos, mas sem prender. É...
Onde há crise, há esperança: 15 de abril de 2021
A abertura da pessoa ao outro é o essencial, o resto é apenas um truque de autossuficiência, afaga o ego mas não promove uma relação de abertura ao outro, que faz redescobrir o gosto do sentimento de ternura e da relação. A pessoa talvez vença aquele caso de deceção nas suas relações com truques, mas...