Aceitar não é concordar nem aprovar, porque isso iria matar o diálogo e a construção, é antes de mais colocar-se perante o outro numa base de respeito. Vivemos diante uns dos outros cheios de dependências, de máscaras, a fazer imensos teatros e jogos para ser aceites. Esta situação vai reflectir-se na relação da pessoa consigo própria, que acaba por confrontar-se com muitos conflitos ao ver que já não está a ser ela própria. Hoje, com a importância dada à questão da imagem, do aparecer e parecer diante dos outros, as pessoas não são elas próprias. A aceitação começa no respeito e na verdade consigo mesmo. Fora disso a vida é mar agitado, confusão de ideias e de sentimentos.
Vasco P. Magalhães, sj
ONDE HÁ CRISE, HÁ ESPERANÇA
Um pensamento para cada dia: ver em tudo o que acontece uma oportunidade de crescimento.
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Onde há crise, há esperança
Onde há crise, há esperança: 5 de abril de 2021
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