O segundo lugar ficou para o projeto Casquinha, cuja inovação passa por utilizar a casca de arroz como carga em pastas de preenchimento volumétrico e superficial para suportes lenhosos. A inovação consiste no reaproveitamento de um subproduto abundante em Portugal, de baixo custo, que poderá ter diferentes funcionalidades e aplicações, tendo como vantagem a sua preparação no local, apenas na quantidade necessária, evitando o desperdício de material. É também um produto de características semelhantes às madeiras e seus derivados. Tatiana Brás, Ricardo Triães e Eduardo Ferraz são os rostos por detrás desta ideia.
O projeto SALYS apresentado por Luis Lavoura e João Figueiredo, conseguiu o terceiro lugar. Esta marca criou uma alternativa ao sal através da fusão de plantas halófitas e plantas aromáticas de origem biológica da região Centro. Os temperos SALYS permitem temperar e salgar sem os malefícios normalmente associados à utilização de sal convencional.
Os três vencedores do primeiro concurso vão receber os seguintes prémios: 5000€ para o primeiro classificado, 3000€ para o segundo e 1000€ para o terceiro. Para além do valor monetário, o prémio inclui pré-incubação física para desenvolvimento do projeto em sistema de co-working por um período de 3 meses na Startup Santarém ou no Cei – Centro de Empresas Inovadoras, e incubação física pós início de atividade em sistema de co-working reservado por um período de 6 meses na Startup Santarém ou no Cei – Centro de Empresas Inovadoras.
Para além dos vencedores, o 1º Concurso de Ideias de Negócio atribuiu ainda três menções honrosas. O projeto MARlight, promovido por Manuel Seixas, tem como objetivo a produção e comercialização de starlights biológicos para a pesca noturna. Ainda um projeto de Valorização da lignina para produção de nanopartículas e aplicação em embalagens polimétricas, de Marlon Muniz da Silva, e por fim o projeto Haja Apetite, que prevê a criação e desenvolvimento de Conservas de Peixe do Rio, assentes na pesca artesanal e sustentável, baseada em espécies invasoras/exóticas/predadoras dos rios em Portugal. Receitas tradicionais portuguesas associadas a cada um dos peixes, numa ótica de conservas pasteurizadas, valorizando os sabores e saberes, aromas e texturas em cada tipo de confeção e produto, de cariz artesanal e natural.
Segue-se agora um programa de aceleração para os empreendedores que apresentaram as suas ideias neste 1º Concurso , aberto a outros empreendedores que pretendam desenvolver os seus negócios.
O segundo Concurso de Ideias de Negócio está previsto para setembro de 2018. Mais informações serão disponibilizadas em www.agriempreende.pt.
O projeto AgriEmpreende visa a criação e dinamização de uma estrutura técnica de apoio ao empreendedorismo que potencia a geração de ideias de negócio, a criação de novos produtos e novas empresas na fileira agroalimentar, especialmente ao nível do empreendedorismo qualificado e criativo.
Carlos Lopes de Sousa, Presidente do AgroCluster Ribatejo, líder do projeto, realça que “esta iniciativa vai afirmar a vocação empreendedora destas duas regiões e dotá-las das condições técnicas e estruturais essenciais para promover o empreendedorismo inovador e qualificado na fileira agroalimentar”.
Este projeto é promovido pelo Agrocluster em parceria com o Inovcluster, financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização.
