O drama dos refugiados que tentam entrar no espaço Comunitário não deixa ninguém indiferente. Afligem-nos as condições sub humanas que levam a que esses desgraçados se aventurem numa viagem que tem sérias possibilidades de acabar em naufrágio. O povo não percebe a razão da não intervenção militar da NATO para aniquilar as guerrilhas e acabar com as Máfias que vendem aos desgraçados, por preço obsceno, uma viagem que tantas vezes representa um passaporte para a morte. Enfim, a juntar a este rol de desgraças, um outro drama, desta vez para os Europeus, é o desconhecimento de quem são, e ao que vêm algumas dessas pessoas, ou se algumas poderão ser terroristas que, de forma fácil, entram num espaço alvo das suas ações. Em abstrato, são seres humanos e como tal devem ser tratados, mas, a entrada massiva e indiscriminada dessas pessoas na União Europeia sem um controlo prévio de quem são, de onde vêm e ao que vêm, é uma forma de facilitar as eventuais atividades subversivas desses possíveis terroristas. A TV por satélite tornou o espaço geográfico mundial numa aldeia global. Uma simples parabólica mostra a estas gentes como se vive na Europa Comunitária, e resulta, claro que, apesar das nossas constantes reclamações, a nossa qualidade de vida está a anos luz da dos Países de onde provêm essas hordas de migrantes. Também é um facto notório que, mesmo vivendo apenas dos rendimentos sociais, (os que a eles têm acesso) alguns vivem aqui infinitamente melhor que no seu País de origem. Este é um problema sério em todas as suas vertentes, e a solução está a montante, e nunca a jusante. Os dramas que se vivem nos Países de origem destes migrantes, justificam e legitimam a intervenção militar da U.E, para garantir a distribuição de alimentos e outros bens de primeira necessidade às populações carentes. Os acontecimentos no Sul de Itália, França, Bélgica, Alemanha e um pouco por toda a Europa Comunitária, é só o princípio do que aí vem. À intolerância religiosa de alguns desses migrantes deveria a Europa responder com músculo e expulsão, mas os Governantes, devidamente protegidos por seguranças pagos por nós, preferem o politicamente correto, ou seja, apresentar condolências aos familiares das vitimas e dizer que tudo farão para resolver o problema. Nós por cá vamos alimentar, alojar e dar subsídios a mais de mil e duzentos, enquanto continuamos a leiloar as casas das famílias que não podem pagar o IMI. Mas isto é só o princípio.
Ernestino Tomé Alves – Advogado
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