Assinala-se neste ano de 2016 os 90 anos d’ “O Paço dos Negros da Ribeira de Muge e os seus Almoxarifes”, separata da publicação “Brasões e Genealogias”, da autoria de Frazão de Vasconcellos. Este foi o primeiro estudo monográfico que conhecemos sobre o Paço Real da Ribeira de Muge. O autor, que dois anos antes publicara uma outra separata sobre um túmulo do Convento da Serra, era membro da associação de arqueólogos, do Instituto de Coimbra e da Arcádia de Roma. O seu papel pioneiro, como primeiro que reconhece a importância daquele lugar, berço da aldeia de Paço dos Negros, não tem sido reconhecido. Com efeito, pouco sabemos sobre ele em Almeirim, porque não tem sido feito um trabalho de investigação sobre o homem de cultura que acreditamos que tenha sido.
A determinada altura, refere que no paço “Os azulejos quinhentistas que cobriam as paredes foram arrancados e dos milheiros deles que na obra se empregaram (…) poucos existem já. (…) Alguns trouxemos para o Museu do Carmo, por oferta do atual proprietário do Paço” (p. 3). Uma forma de tributo a esta efeméride seria um contacto com o Museu do Carmo, a fim de tentar perceber se existem registos da entrada destes azulejos e se se consegue chegar aos mesmos, não para os trazer para Almeirim, mas para que possam ser divulgados.
Relacionado com o Paço Real da Ribeira de Muge, devemos ter em conta a entrega de uma segunda carta aberta pela Academia Itinerarium XIV sobre o estado de conservação deste lugar. Com efeito, há um ano foi entregue uma primeira carta ao executivo municipal, onde se denunciavam os efeitos da passagem do tempo e onde eram dadas algumas linhas de conservação preventiva das ruínas, assentes em três pontos: consolidação de edificados (nomeadamente do muro limítrofe do complexo, que anda a cair, as pontes pedonais e o portal); tapar com areia os pavimentos de tijoleira e cantarias das portas; criar barreiras à circulação automóvel e agrícola no complexo.
A esta primeira carta, entregue a 10 de agosto de 2015, recebemos um ano de silêncio. Nem um ofício a dizer que foi recebida e será tida em consideração quando houver dinheiro (porque a falta de dinheiro é justificação para o que não há vontade de fazer, mas os impostos municipais estão nos píncaros). A segunda carta, entregue a 11 de agosto de 2016 é um relembrar que não nos esquecemos nem desistimos de continuar a defender a nossa identidade, história e património. Porque Frazão de Vasconcellos (que tanto quanto sabemos, nem sequer era almeirinense), há 90 anos, reconheceu-a. Mas passados 90 anos, nós não estamos a conseguir lidar com o legado dele, ainda que tenham sido dados os primeiros passos no final dos anos 80 (com a compra do complexo), mas daí em diante, este entrou em degradação contínua.
Samuel Rodrigues Tomé
Membro do Partido Ecologista “Os Verdes” e da
CDU de Almeirim
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