No Dia de Natal, bem cedo, talvez o único dia em que o fazia (no meu caso), levantava-me da cama e espreitava o que estava no sapatinho na chaminé. Até à hora do almoço deliciava-me com aquela divindade que tinha recebido. Levava-a para a cama e lá estava enamorado pela prenda do Pai Natal. Aquela pergunta hoje tão estúpida dos Pais – “Então o que é que o Pai Natal te deu?” Para mim era um consolo, como se eles não soubessem, mas respondia – “Olhem, foi isto. Era mesmo isto que eu
queria!”.
O almoço desse dia também tinha comida de festa. Havia carne, geralmente de porco e o respetivo cabrito no forno. Peru é que não existia e quanto às galinhas eram mais para dar ovos e só se matavam quando alguém ficava doente e precisava de uma canja. Além de muitos velhozes e umas boas fatias de pão de ló e acabava com o arroz doce. Quem cozinhava, aprimoravase.
Não se poupava nos ovos para dar cor às grandes travessas e por todo o lado se escrevia ‘Bom Natal’ nos enfeites com pó de canela.
Era um dia tão especial, que naquele dia a ‘nha santa mãe não ralhava com ninguém, até o desgraçado do gato “Tareco” tinha direito a entrar lá na cozinha e comer connosco ali debaixo da mesa. A refeição era bem suculenta e o meu Pai lá comentava – “Deus queira que ninguém me venha chamar para fazer um serviço no Táxi”. O que aconteceu muitas vezes naquele Santo e Familiar dia e à hora do almoço. Mas para nós eram sempre justificados, afinal quem necessitava dos seus serviços deveria estar
em piores condições. À tarde a ida até ao Jardim, o ver a Televisão que já existia no Zé Clara ou no Afonso, estes presenteavam os fregueses com um “Velhoz”, com um bagacito e ou uma ginja, envolvido no respectivo café, de borla. A televisão sem dúvida dava-nos um conceito de beleza e devertimento coisa que antes nunca podíamos imaginar, o que existia fora da nossa Vila. As luzes de Natal em Lisboa na Baixa,
o Circo, as montras das lojas tão repletas de brinquedos ou de roupas eram um pretexto de juntar uns dinheiritos e naquela quadra ir até lá. E assim acontecia. O meu Pai resolvia um dia por ano irmos nessa altura ver as iluminações a Lisboa. E foi assim o meu Natal naquele ano! Boas Festas a todos e que sejam muito Felizes já agora…!
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